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Por que Deus não quer só o coração


"São tão amigos das vestimentas, da vida social e da moda que não é de admirar não estarem cheios do Espírito Santo". (Charles Finney)

Vivemos numa sociedade vaidosa, liberal e consumista. O simples e o modesto não são maios cultivados. E infelizmente, tais costumes adentram na igreja de uma maneira tão fácil. A Igreja em vez de influenciar, influenciou-se. Quem é um pouco mais rígido, é tachado de radical ou legalista. 

A questão das vestimentas e dos enfeites, para muitos é uma bobagem. É comum ouvirmos a seguinte frase: "Deus só quer o coração". A quem se ofenda com qualquer exortação mais forte. Aliás, hoje é muito fácil os crentes se ofenderem com qualquer coisa.

Muitos cultos parecem até desfile de moda. E cada roupa mais indecente que a outra. Certo dia, em um culto, o pregador parou a ministração, desceu do púlpito, tirou o paletó e cobriu as pernas da irmã. Charles Finney, em seu livro "Reavivamento, como experimentá-lo?" diz:

"A vaidade é uma forma particular de orgulho. Quantas vezes você se envaideceu com sua aparência e com sua roupa? Por quantas vezes você se preocupou e tomou mais tempo adornando o corpo para ir à igreja, do que preparando sua mente para adorar a Deus? Tem você frequentado os trabalhos da igreja mais em função da maneira como os outros o vêem fisicamente do que em função de como sua alma se mostra diante daquele que sonda os corações? Você, na realidade, pretende ser adorado pelos homens, ao invés de adorar o próprio Deus. Você procurar dividir a adoração na casa de Deus, chamando a atenção do povo para sua própria aparência. Não diga que não se importa se as pessoas não olharem para você. Seja honesto! Gastaria você tanto tempo com sua aparência se todas as pessoas fossem cegas?"

No livro de Juízes 21.25 a Bíblia diz: porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. E é como vive grande parte dos ditos evangélicos. Orlando Boyer em seu livro "Heróis da Fé", conta um pouco da história do pré-reformador Jerônimo Savonarola, onde este, se manifestava contra as jóias e vestimentas chamativas demais.

A 'queima das vaidades' aconteceu por diversas vezes, onde as pessoas traziam trajes, jóias, perucas entre outros para serem queimados, devido aos sermões de Savonarola. A modéstia, a simplicidade e a decência são recomendadas biblicamente, ao mesmo tempo em que a vaidade e a indecência não recebem nenhuma aprovação. Homens como Agostinho de Hipona. Ambrósio, John Wesley e João Calvino também se manifestavam semelhantemente.

Vejamos:

Enganosa é a  beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.
 (Provérbios 31.30)

Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos,
Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.
(I Timóteo 2.9-10)

O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos;
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.
(I Pedro 3.3-4)

John Macarthur afirma que: "As mulheres tementes a Deus odeiam o pecado e controlam suas paixões para não levarem os outros a pecar". Meu objetivo aqui não está em menosprezar ninguém e sim em confrontar o liberalismo. Portanto, desde já deixo-vos um versículo para meditação:

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
              (I Tessalonicenses 5.23)

Graça e Paz a todos

 
 

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